21 de set de 2013

escorreu entre os pensamentos, uma ideia , uma lembrança, uma vonratde, desce-me pela garganta o gosto do tabaco, gosto da carne crua, o gosto da bebida...fui-me, voltei...caminhei...parei....paro coloco o cigarro na boca, procuro o isqueiro branco, um isqueiro vagabundo qualquer....acendo, dois tragos, uma tosse, a procura de uma bar, um café puro por favor...copo de plastico+café quente+ café - dia=mais um dia qualquer. e por ai vai, alguns dias sou indiferente aos dias que se seguem...estranhamente um sorriso brota do asfalto...ideias brotam...e as palavras escorrem pelos dedos...uma estranha sensação de conforto...parte paz conquistada, parte paz comprada...nas entrelinhas... entre linhas...e ai se vai, noite a dentro como uma porrada, e por fim, mais um cigarro, o isqueiro vagabundo, e a procura por um café puro ,quente.

9 de set de 2013

???

quantas palavras tristes já escrevi  e quantos sentimentos felizes não soube descrever. quantas das coisas que disse ou escrevi foram levadas a serio e quantas foram jogadas pelos caminhos. me enganei todas as vezes que achei que estava com as rédias da minha vida na mão...mas ,porra,quem muitas vezes não se engana quanto a isso...paro e penso minha vida....tão cheias de acasos, e lagrimas, aquele que esconde suas lagrimas do mundo, as apresenta a solidão...algumas vezes é um pouco dos dois...escolhas....umas eu fiz outras fizeram por mim e nada pude fazer...passa o tempo, passatempo, e lá se foram momentos bons substituídos aos poucos pela solidão...e aqui estou eu novamente, refugiando minha dor nas palavras, não saberia falar metade do que escrevo...se amei? porra,ainda amo e isso é foda, por que amar depende de um o amor, precisa sempre de mais um...já não sei onde meus passos vão me levar, ou onde pode me levar...minha cama, meus disco, meus filmes, minha TV, alguns cigarros, alguns goles de café, alguma caminhada na rua, as palavras que escrevo, tudo se tornou uma tentativa frustada de tentar enganar meus pensamentos...o que esperar da vida? vida.

Fuga da fuga, parte 2 por conveniência

 E de repente todos meus demônios voltaram a me assombrar, o cigarro já não é tão saboroso eo café tem um certo gosto salgado, nada tão diferente que eu já não tenha experimentado, talvez um gosto um pouco mais intenso, o cigarro se tornou intragável, as paredes se fecharam a mente ainda zonza, perdida, sem rumo e sem um bussola, um astrolábio ou até mesmo alguma estrela que me aponte alguma direção, sentado entre quatro paredes, perdido entre quatro paredes, ouço aos poucos meus demônios sussurrarem, aplaudirem, frios e sagazes riem em torno de mim, dias sem paz tem me perseguido, noites infidaveis tem sido meu fardo...sorrisos sinceros já fazem parte de um passado...não há deus algum onde estou, não há diabo nenhum, exceto...eu...eu...olhei-me no espelho, e como em um clichê de alguma canção, já não sabia que eu estava encarando...a uma imensidão de pensamentos atras de mim agora, aos poucos meus últimos resquícios de esperança vão se esvaindo...coisas da qual não entendo tendem a puxar meu pé a noite...uma vida perdida, uma vida reconquistada, e novamente perdida...Augusto dos Anjos e sua poesia me pareciam esquecida, agora me vem a tona como verdade perturbadora...a quanto tempo não durmo? dois dias e duas noites? e a quantos não sei se é pior estar acordado ou dormindo? escrever é minha fuga, enquanto engulo a seco , goela a baixo o que me foi imposto...errei?acertei? de fato a vida não é uma escola que você é avaliado por acertar ou errar questões, aqui no mundo real , a vida te julga pelo que se é...e eu...ahhhh eu sempre fui eu, eu sempre sou eu, até mesmo quando não sei que sou....Um Wheter um pouco mais moderno? um Gregor Samsa, perdido na estranheza de si mesmo? que lugar é esse que estou agora? onde fui deixado ou me coloquei? respostas não as tenho,nenhuma sequer, na minha casa apenas um enorme eco, na rua um sorriso forçado...a fuga da fuga...meu caminho foi interrompido, separado, e agora estou parado em meio a um nada qualquer, mais perdido que a porra de um cachorro na mudança..."sonho que se sonha só, é só sonho que se sonha só" e é só isso mesmo...estou onde não queria estar , e de repente todos meus demônios voltaram a me assombrar...

5 de set de 2013

fuga da fuga

Dois velhos amigos repousam sobre o cinzeiro, é uma lapso de uma velha vida a algum tempo, e agora tempos nem tão antigos repousam sobre mim, os pensamentos vão se misturando , vagando vagarosamente sobre a noite  fria que segue...felicidade??? bem hoje não a tenho, tal qual a tristeza aos poucos fogem de mim.A paz tem me invadido ao poucos, qual o segredo pra essa paz? tenho começado aos poucos aceitar a os momentos de dor tal qual aceitei de bom grado momentos feliz...noites vem e vão e de  um senso comum não saber o dia de amanhã, e assim nos cabe viver de pouco em pouco, noite apos noite, o futuro chegara, e quando chegar já não será futuro...cães sem dono , como eu , em noites frias e chuvosas, procuram abrigo e comida, as vezes encontram conforto em linhas como as que escrevo, as linhas que traço, nem sempre é o que a vida me permite a seguir...quis e "disquis', muitas coisas, mas, nem tudo cabe a mim, sou apenas um mundo rodeado por milhares de outros mundos, tão particulares quando o meu  o é, algumas vezes esses mundo se colidem, em outros decidem colidir, algumas vezes virão dois mundos dentro de apenas um...se existe o eterno retorno do mesmo, me pego cada dias mais proximo  ao passado, só que agora é diferente, minhas fugas de mim mesmo, sempre me levam mais fundo...com o passar dos dias a vida vai se moldando e me moldando, me pego caindo no velho cliche de que  "não me arrependo de nada do que já fiz em minha vida". tudo traz alegria ou tristeza, alguns erros trazem alegria, alguns acertos trazem tristeza, algumas vezes as coisas dependem de mim , outras independem...a grande maioria dos erros que cometemos são na tentativa de acerto, e é o jeito mais nobre de se errar...eu já cometi meus erros, eu mesmo posso já ter sido um desses erros inevitaveis, mas, a vida vai indo...Entro no rio novemente, e já nem eu e nem as aguas são as mesmas, foda-se, quero apenas viver, posso sentar, escrever,e ficar com certa paz, minha cabeça sempre será turbilhão. Meus olhos pesam, as vezes penso que o mundo correu rapido demais, e eu não entendo esse lugar que eles esta agora....o novo velho homem...deixei a vida seguir...e aos poucos e devagar vou seguindo meu caminhos, disposto a sempre muda a direção quando nescessario....escrevo essas linhas como fuga de minha fuga...já não peço clemencia pra vida...hoje ficarei aqui onde quase sempre estive.