31 de dez de 2008

baratas embriagadas


Meu coração pulsa. E , então fecho me em mim, procurando o brilho de seus olhos.
É tudo tão estranho, e fico ligeiramente preocupado quando em meu peito um coração de bosta começa a bater mais forte, quase que estourando a caixa toraxica.
Fico pela esquinas mendigando um pouco de amor, enquanto os cigarros se apagam. Uma barata passa, e, penso que ela deve olhar para nos do mesmo jeito que olhamos para ela, a pequena diferença é que a vida mostra que as baratas devem ter razão.
Seu sorriso plastico me congela e então já não tenho mais nenhuma merda pra dizer,e você se vai e eu fico, mais uma vez na companhia de meus pensamentos, e eles são passageiros como o gosto de seus beijos.
Não tenho fotos suas, tenho uma breve lembraça, e o que antes era certo não passa de uma noção embecil do que deve ser estar com você.
Não , não diga nada, por favor nenhuma palavra. Enjoei das baboseiras que você diz pelo simples fato de elas me ferirem e eu me sentir um porra qualquer, que é o que de fato todos somos.

a cada sopro a sua falta


A cada minuto,a cada passo,
A cada dia, a cada respirar,
A cada mês, a cada amanhecer,
A cada noite, a adormecer,
Me entorpeço com sua falta,
Meus olhos derramam lagrimas,
Meus dias não se findam,
Meu sorriso é falso...
A cada cigarro, a cada cerveja,
A cada musica, a cada viver,
Meus olhos te buscam,
Meus olhos se inundam,
Fico comovido como um deus traido por suas vontades,
Meu caminho é torpe sem ti,
Em cada estrela procuro seu sorriso,
A cada palavra que escrevo sei que algum dia você ira ouvir,
Meus olhos sentem falta de você.
Sou o que você pensa ser lindo,
Talvez seu Elvis,
Talvez eu seja seu passado que nunca foi explorado,
Sei que és minha culpa , minha fraqueza,
Meu motivo de angústia, meu anjo,
Tu és apenas você.

...


Tenho desejado seus beijos,
Tenho procurado você por ai,
Fico tentando provocar encontros ocasionais com você.
Buscando seus passos, talvez pelo seu cheiro.
Você as vezes me nota...mas quase nunca pareço estar lá.
Em outras vezes me olha nos olhos... Ai fode tudo,
As perna ficam bambas e a única coisa que consigo pensar é em seu corpo nu.
Pro inferno com tudo, é só um monte de merda,um montão

entardecer

Sinto o gosto da morte em meus lábios, vejo sua boca... Quero chegar até ela... É tudo loucura, loucura... Mas, te quero.
És o que quero, e na desolação de meu peito és o que me trás esperança, és o símbolo da paz em meus conflitos.
É tudo estranho, como é estranho olhar para você e de desejar...
Tu nada mais que é minha salvação em meu ao apocalipse que é meu viver.
Quem és?
Tudo que eu queria era alguém para amar...
E só agora sei que te encontrei, mas é tarde,
E não venham me dizer: “nunca é tarde”
Peguem suas palavras e enfiem em seus rabos fedidos,
É sempre tarde.

7 de dez de 2008

bebidas, cigarros e um pouco de amor


Meus olhos abraçam seu corpo, e mergulho nos mistérios de sua mente,não consigo lhe achar nem dentro de mim, nem dentro de você.
Tu se perdeste de si mesma, e então de perdi.
Não se quero ou se devo te encontrar...minhas mãos já não passeiam pelo seu corpo, e meus lábios já não desvendam os sabores de sua pele...as paredes já não nos enxergam.
(silêncio)
(silêncio)
(silêncio)
Minha voz sai muda de minha boca...e gritando em silêncio espanto meus fantasmas e retorno sozinho para meu peito vazio.
Os dias têm sido escuros sem ti, e não há luzes,lua nem sequer um pouco de esperança ...e aqui nada parece real,nada,nada...
Procuro de algum jeito vomitar meu amor em algum canto escuro...mais não vomito é apenas uma ânsia, nada mais.
Daí me uma bebida,acenda um cigarro, coloque uma música...a vida parece um filme triste, com um final mais triste ainda. O ponto final? A morte...e enquanto ela não vem,daí me uma bebida, acenda um cigarro, e veja se o copo se esvazia, ou se o cigarro finda...ou se vida acaba a cada gole, a cada trago ou a cada beijo.

4 de dez de 2008

sem sentido




Meu amor louco que jamais senti...lábios os quais nunca beijei, um corpo que nunca senti nu...e ainda sinto falta disso que não tive.
Minhas pernas se juntam e se separam em direção ao vazio de um futuro glorioso que nunca contemplarei. Meus pés pisam onde outros já pisaram, mas, meus olhos só vêem o que de fato vejo, e nada é bom o bastante.
Nada parece ter sentido, nem essas porras todas que a gente sente, que dão o nome de amor.como alguém dá um nome ao desconhecido?
nunca enxerguei a felicidade, e de fato se todos a enxergassem veria que a felicidade é melancólica .os cachorros latem...aliás porque os cachorros latem para lua? Eu queria poder latir para lua... caralho a lua em algumas noites é maravilhosa, em outras é só uma merda de um ponto claro no céu.
Meus ouvidos já ouviram tanta merda, que às vezes fico pensando se tenho cara de privada...
No fundo, no fundo apenas quero beber uma cerveja, dar uma mijada dar uns tragos em cigarro barato, e que sabe dormir. Afinal todo copo de cerveja parece o ultimo e tenho a leve impressão que no final de cada cigarro vou morrer.
Que diabos, quantas noites não passei desejando não ser eu e quantas eu me procurei e não encontrei.
O mundo ...o que sei do mundo?só sei que ele deve ser redondo, e que se eu olhar para o céu não vou ver um peixe voando em direção ao arco-íris...ah e só para falar como todos um dia irei morrer, e isto espero ansioso.