12 de mar. de 2013

Divagações Sóbrias na madrugada

a chama acende, um trago no cigarro, a fumaça escorre levemente pelos pulmões, e depois foge pelas narinas, uma procura por inspiração, não é que eu não a tenha, não que eu não saiba escrever, certa vez me deparei com um texto acadêmico em que trabalhava e pensei; caralho escrevo pra porra.mas, longe dos temas acadêmicos, a dificuldade não consiste nesse momento em te fato escrever, e sim como escrever, como deixar as letras dançarem...uma situação nova de fato, sempre um amargura nitzcheana por não ter sua preciosa Lou Salomé, uma certa tristeza e desamparo a humanidade vinda de Shopenhauer, tudo isso batido com as amaguras e tristezas do velho Buk, e pronto, por mais que eu cozinhasse para que os textos fluixem, sempre quando prontos; crus. não sei se deixarei em algum momento em ser cru, mas, o que te fato aconteceu quando a tela do computador em branco me exige explicações, foi um sentimento novo, estranhamente não há uma tristeza me compelindo a escrever tais linhas, não é a dor que estava fazendo algazarras em meu peito, é algo diferente. A cada linha escrita, lembranças de coisa que se passaram na ultima semana com um gosto de futuro.a vida simplesmente nos endurece, embrutece, você se sente forte, não chora, não se comove, embora em alguns momentos de profunda solidão(esta não por estar isolado do mundo, e sim pelo isolamento criado de si mesmo)lagrimas tentaram escapar e foram sugadas de volta, empurradas com dedos retina a dentro...muitas vezes eu e Werther em um ligação próxima, entre a dureza de estar vivo e os olhos voltados para o abismo interior, sem esperanças, levado pelo medo do tenebroso mundo que parece circundar. nos últimos anos levantei guarda, nada de sentimentos esbraveja eu, com um dor insaciável no peito, inevitavelmente os loucos passaram a me amar, eu rígido, forte, imponente , ouvindo, você parece bom mas, quando olhos em seus olhos, porra gordo, você não nasceu com dom para vitima...e assim fui vivendo grande, cheio de certezas, aprendendo tudo, lendo sobre astronomia, ciência, filosofia, historia, aprendendo muitas coisas me protegendo de sentir, mas, estranhamente, quando na segunda de manhã despertei de meus sonhos, as musicas que tocaram não foram as agressivas, dei me conta que algo em mim tinha mudado, ou talvez eu simplesmente tenha me reencontrada, eu grande, forte, barbudo, cheio de barreiras, nada disso adiantou quando olhei para ela, meus olhos cruzaram os dela em uma tarde de domingo qualquer, as barreiras começaram a criar rachaduras, quando senti seu abraço, tudo aquilo que antes parecia forte, caíram, fui atingido de maneira impar, me senti indefeso diante de uma pequena,mas, diferente do que pude imaginar não tive medo, tive esperança...bem meu amigos Sócrates, assim como você, só sei que nada sei, mas, uma certeza em mim tenho, só quero ter essa pequena em meus braços, pois nos braços delas e ao lado dela todos os mundos parecem serem possíveis de serem conquistados

28 de fev. de 2013

não há titulos para pertubações que nos perseguem madrugada a dentro

não sei mais onde a loucura pode chegar, ainda tenho a madrugada inteira pra saber, talvez o restante do dia, do mês, ou até mesmo da vida(embora eu não saiba quanto tempo é isso), a válvula de escape, a fuga da solidão de alguem, a doença mal curada no peito de alguem, as vezes me lembro de momentos alegres e todos eles pressos no passado, a merda do tempo, que dizem ser remédio para tudo, ainda não me remediou, e de tudo quando é lado, as paredes parecem me comprimir para dentro de mim, medo, angustia, e um monte de palavras  que caem de meus olhos, sorrisos amarelado pelo cigarros, escondendo sentimentos desconhecidos, e nem sempre alegres, um ano a mais , um menos, tanto faz só do hoje, e hoje tá foda, não a cigarro que libere serotonina e dopamina suficiente, não existe coca-cola suficientemente gelada para refrescar um peito em chamas...silencio...tudo quieto do lado de fora, tudo tão perturbado do lado de dentro...eu sou mais o cara triste que escreve que o bobo da corte que os outros riem, a única coisa em comum aos dois é a loucura, mas, de fato sou os dois, isso para muitos é difícil de entender, pois, antes de dormir, e logo quando acordam, montam seus personagens patéticos e saem por ai, com o passar do tempo a se perdem...talvez eu seja o patético, o palhaço dualista perdido no circo da própria mente, matando  e revivendo pensamentos e lembranças...os carros passam, os ratos passam, e nem sei mais o que sobrou do que um dia fui, estou perdido em meu próprio caminho, mas, ao menos estou em meu caminho, meus medos, bem, ele não está ligado necessariamente a vida ou coisa e tal, meu maior medo e de que lagrimas escorram de meus olhos, diabos, quantas vezes não empurrei cada gota salgada com o dedo para dentro da pupila? sim escrever é minha fuga, meu refugio, não consigo acretidar nas pessoas, elas parecem viver sempre em contradições, em suas próprias palavras, em suas ações...o que faço? vivo, apenas vivo, não penso mais no amanhã, acordo fumo meu cigarro, tomo meu café, vejo filmes, leio livros, ouço musicas, fumo um baseado, trabalho, volto pra casa, durmo, e quase nunca sonho, ou pelo menos raramente lembro deles, e quando lembro de um deles, bem...é apenas um sonho...as vezes me vejo na vida como um rato pego pela ratoeira...já passei por todo o processo do desespero kieergardiano, estou bem em ser eu novamente, e não sei quais caminhos tomar, e nem quero saber...apenas vou vivendo...sendo sincero comigo mesmo, já que ser sincero com os outros parece ser um puta de um defeito...sou meu próprio tormento, sou o motivo da minha própria falta de paz, o meu maior problema não esta lá fora. tenho dias inteiros de paz, e outros tantos insuportaveis,pelo simples fato de pensar...os ratos se alimentam de restos nos corredores, e não sou eu que me alimentarei de restos de amor e paz alheios a mim mesmo, não sou eu que serei uma válvula de escape, não sou eu o salvador que precisa ser salvo tal qual o messias cristão...serei apenas eu, embora muitas vezes eu não saiba que isso signifique...
quantas coisas deixei de escrever? quantas escrevi , e ninguém nunca as viram , foram apagadas? essas todas, que deixei de lado, todo elas apontavam o dedo na minha cara ,me denunciava , me fazia ver coisas que só cabiam a mim, agora apaguei um texto que passei meio hora escrevendo, mas, ele fica melhor morto, enterrados, no submundo digital, era um pouco ruim , e não era exatamente pra mim. 3:35  a.m o cinzeiro já esta cheio, a mente se vai junto com tempo, caminhando vagarosamente, com as mão para trás, cabisbaixa e pensativa, tudo vai passando lentamente em minha mente, procuro um lugar a onde ir, cansado, tanto no corpo na cabeça, meus planos ficaram tudo para depois, agora preciso apenas de tempo, em casa, com meus livros, meus discos, meu cigarros e minha solidão...do deprimente domingo, ao outro domingo com gente mentindo na TV, sentados na frente em um sofá velho, outros tentam enganar a si mesmos...e assim o tempo vai passando...

25 de fev. de 2013

não

Eu deveria usar estas linha para descrever amores vividos, mas, todos os anos que já se foram, apenas amores platônicos tem assolado a mente que despeja essas letras. talvez eu deveria escrever sobre minha mão deslizando dobre a pele branca, apertando-a, invadindo-a, beijando-a, isso no entanto, tem sido utopia. Eu deveria escrever sobre olhos contemplando a esfinge, enquanto ela me olha nos olhos, um calafrios percorrendo a espinha de forma espiral, quando os olhos perfuram minhas pupilas, e no silencio, as palavras cortam o vento como um tiro certeiro; "decifra-me ou devoro-te". eu , ainda poderia escrever , sobre as noites sem dormir, nem tantos pelas que sou obrigado, mais por aquelas em que seus olhos me assombram , ou, ou ainda escrever sobre como  não sei responder a simples pergunta; " você está bem ?". mas, não escreverei sobre nada disso, meu coração corrompido pela realidade, apenas deseja cuspir sobre o papel em branco, palavras que sirvam como mera fuga de um homem assaltado por sentimentos abstratos, vivendo a realidade, onde a ilusão ainda persiste.
é um imenso deserto, cheio de concreto , tijolos, aço e gente vazia. É a porra de um deserto, que se espalha pela terra, tal qual , vomito de bêbado diante das portas de uma suposta casa de um suposto deus qualquer,tenta trocar um vicio por outro. no final das contas, talvez, tudo seja uma maltida fuga, , o álcool, a coca, o café, o cigarro, as religiões e seus messias e mitos. no final das contas, bem , é uma merda isso, mas, vamos vivendo cada um no seu exôdo particular, uma fuga inútil do tal deserto sem fim, formado por pessoas vazias em fuga.

2 de jan. de 2013

pão com ovo



Um pão com ovo, com gema mole, dentro de um pão francês, o famoso beirute de pobre, um copo de café, forte, por favor...isso é tudo por enquanto...olhar pela janela e contemplar a paisagem cinzenta que só as grandes cidades podem nos proporcionar, as pessoas a passar, e eu comendo lentamente, penso a historia, e penso na minha historia, um pão com ovo, como as coisas vão e voltam, e não é só esse lanche, é quase tudo, e aquela coisa filosófica do eterno retorno do mesmo, só que diferente, que já me manteve acordado algumas madrugadas...e mais uma vez, bem algumas coisas voltaram, tem algo diferente, outras nem se diferem...mas, vamos caminhando...
É só mais um cigarro em meio a madrugada, vontade de estar em outro lugar ,talvez, ou outro lugar exatamente aqui, esta tudo estranhamente bem,  tantos erros cometidos por  mim e contra mim, me deixaram mais resistentes , não é qualquer merda que me deixa mal, pensar as vezes me deixa pra baixo, como sou um cara que nunca sonhou em ser rico, tenho quase tudo que preciso, e acima de tudo tenho minha liberdade.
Meu vocabulário nem um pouco rebuscado, vão preenchendo os espaços em branco, produção literária fajuta no fim da madrugada, mas, a hora vão passando de maneira precisa e feroz... é madrugada, e bem naquela hora que o vazio tenta completar o que falta, a ausência muitas vezes preenchendo espaços...dei uma trégua pra mim, só quero um pouco de paz...sei o me falta, sei o que busco. Tenho objetivos flexíveis, garota, e to passando pela vida sem muito pressa...

9 de dez. de 2012

apenas um pensamento matutino

já faz um tempo, minhas noites eram completadas com cigarro e um imensa solidão,  o fino me leva a um tempo que canções tristes do bom e velho  rock'n'roll, tentavam fazer lagrimas, fugirem de meus olhos.diabos, as vezes a vida é insuportavel, o foda é acordar sem saber ao certo o que  se sente.é as vezes tudo que nos cerca é uma merda, mas, meu velho amigo, acho que finalmente entrou na minha mente, é aquela velha história de satisfação, agora tudo parece fazer , entendo agora amigo, a felicidade por até ser uma utopia, mas, satisfação é o que conta....porra...é phoda....